No dia cinco de junho, comemoramos o dia mundial do Meio Ambiente.
Deveria ser uma oportunidade especial de comemoração pela dádiva de compartilharmos um espaço que nos dá o ar, a água e a terra, onde poderíamos viver em sintonia com o nosso presente, e com tranqüilidade em relação ao futuro de nossas futuras gerações.
No entanto, no contexto atual, e em qualquer parte do mundo, hoje é somente uma data que serve como um preocupante alerta para um futuro que corre sério risco de não existir.
O discurso ambíguo dos líderes sugere a preservação, porém suas atitudes evidenciam um desenvolvimento não sustentável.
As empresas se preocupam em preservar sua reputação, porém a falta dela se contagia pelas suas cadeias de valor.
Os governos fazem propaganda sustentável, mas sua base de argumentação está fundamentada em projetos de poder.
E os cidadãos não estão sensibilizados sobre a fragilidade de sua própria preservação, pois sua educação ambiental sequer atingiu o nível mínimo necessário de conscientização.
Nesse estado de coisas, nos restaria somente assistir a uma sequência das evidências de um processo que certamente nos levará à nossa própria extinção.
Esse pequeno artigo poderia terminar aqui. Um final lacônico e pessimista (ou seria realista?).
Mas essa não é a natureza humana, pois nada é melhor do que considerar o grande risco como a melhor das oportunidades.
Por isso, acredito na idéia que converteu a palavra sustentabilidade numa competência essencial para as lideranças do presente e do futuro.
Acredito na idéia de um equilíbrio real entre as perspectivas econômicas, sociais e ambientais.
Fico surpreso e feliz quando vejo crianças de baixa renda ensinando conceitos de reciclagem dos materiais para seus incrédulos pais.
Enfim, acredito que pequenas mudanças de comportamento poderão nos levar a escolhas definitivas, que alinhadas à ciência, à tecnologia, à inovação, às futuras políticas públicas, e principalmente a líderes de valor, transformarão essa simples data, em algo que realmente mereça comemoração.

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